top of page

Vakinha solidária apoia trajetória de Aritana Tibira rumo ao doutorado na Unicamp

  • Foto do escritor: Manauarou
    Manauarou
  • 2 de jan.
  • 2 min de leitura
Foto: Aritana Tibira
Foto: Aritana Tibira

A arte, a pesquisa e a palavra como instrumentos de transformação social atravessam a trajetória de Aritana Tibira, escritora, artista drag e pesquisadora amazonense que agora inicia um novo e importante capítulo de sua vida acadêmica. Para viabilizar sua permanência nos primeiros meses do doutorado em Divulgação Científica e Cultural, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Aritana lançou uma Vakinha solidária e convida a rede a caminhar com ela nesse processo. Com mais de dez anos de atuação no cenário cultural de Manaus, Aritana construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a valorização de autorias LGBTIAPN+ no Norte do Brasil. Escritora de horror, com contos publicados em fanzines, ela também atua como drag queen, realizando palestras sobre letramento racial e diversidade sexual, além de integrar ativamente a cena ballroom amazonense.

Na universidade, sua produção acadêmica já é referência. Mestra em Letras pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Aritana defendeu a dissertação “Por uma história LGBTI+ na literatura do Norte do Brasil: expressões dissidentes no close das margens”, pesquisa que evidencia vozes historicamente silenciadas e reafirma a Amazônia como território produtor de conhecimento, arte e pensamento crítico. Recentemente, Aritana também conquistou o título de campeã amazonense de poesia falada, o que lhe garantiu a vaga para representar o estado no SLAM BR, em Brasília — um reconhecimento nacional que reforça a potência de sua escrita e de sua atuação artística.

Os recursos arrecadados pela Vakinha serão destinados à instalação inicial em Campinas, cobrindo despesas com moradia, alimentação, transporte, mudança e deslocamentos acadêmicos nesse início de doutorado, além da compra das passagens aéreas para a participação no campeonato nacional de poesia falada.

Apoiar essa Vakinha é mais do que contribuir financeiramente: é investir na continuidade de uma trajetória que une arte, ciência, corpo e vivência. É garantir que uma pesquisadora travesti da Amazônia possa seguir avançando, ocupando espaços acadêmicos e culturais que historicamente lhe foram negados. “Se eu chego nesse doutorado, não chego sozinha”, afirma Aritana. A caminhada é coletiva, sustentada por uma rede que acredita na educação, na arte e no poder transformador de uma Amazônia viva, plural e produtora de saberes.


Apoie, compartilhe e fortaleça essa trajetória.


 
 
 

Comentários


bottom of page